quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Ajustamento ou reeorganização da existência

Ontem antes dormir pensava sobre  as fases de ajustamento  que todos nós passamos no decorrer da nossa vida.
A palavra  "ajustar" para mim  lembra justiça, equilíbrio cósmico, valentia e poder.
É a imagem de uma balança, é a atribuição astrológica do signo de Libra e sua frase "Eu equilibro".



Decisões que muitas vezes parecem não ser tão pessoal e dependente apenas de nossa vontade, mas como se o universo e todas as energias conspirassem para que os acontecimentos aconteçam, ajustando-nos na nova realidade, novas fases...Afinal tudo é mutável.
Há de preocupar-se  quando tudo fica muito certinho, sempre seguindo o mesmo caminho que após muitos anos conseguimos  percorrê-lo de olhos vendados.
Tantos nesse momento largaram seu emprego, abandonaram atividades que não  lhes diziam nada, deixaram de viver em função dos outros e de uma busca enferma  por segurança.
Disposição para lançar-se  em nova etapa de vida em que as atividades e vínculos tenham um real sentido.
O Ajustamento  para mim tem um sentido estritamente humano, não acho que  podemos considerar como característica da natureza, característica da essência humana sim.
Se todos já fomos loucos ou hoje temos dele um pouco, sem os ajustamentos  os potenciais dos loucos  não são operativos.
Penso na imagem de uma serpente desenrolando-se e também na asa de um pássaro levantando voo ao imaginar  tão grande a necessidade dos seres de buscar o ajustamento.


A consciência da necessidade de mudança surge como uma consciência fiel , um guia interno, sempre pronto para transimitir as lições necessárias para nossa evolução.

Esse caminho exige  uma reavaliação contínua de nosso modo de vida, precisamos das melhores qualidades para manter nosso equilíbrio de vida. Autoavaliação para que  o que não é necessário e útil para nosso crescimento seja eliminado.

E os ajustes nos relacionamentos? Relacionar-se é tão importante quanto respirar.
O relacionamento cresce enquanto harmoniza-se , embeleza  e equilibra  o ambiente que o rodeia.
A capacidade de colocar-nos no lugar dos outros  leva-nos a desenvolver um profundo sentido de equidade, claro sem esquecer de nossas próprias emoções.
Então que seu verbo seja o "Equilíbrio", sua sentença  integradora seja "Eu gero harmonia com beleza e autententicidade".
O Ajustamento  ou reeorganização da existência é um princípio que faz com que as coisas aconteçam e o elo pelo qual cada ser está  vinculado aos outros seres.
Não é  certo que nossa visão de mundo seja fragmentada como agradável e desagradável, certo e errado, bom e ruim, passado e futuro. Não somos entidades separadas do meio, não podemos agir sem ele. Temos que compreender a unidade e harmonia do universo.
Somos nós mesmos os criadores do nosso destino, usamos nosso livre arbítrio e portanto podemos transformá-lo com nossas ações.
O ajustamento chega como mudança de direção.
Procuramos ajustar às circunstâncias externas, para conseguirmos independência delas, e por tantas vezes percebemos  a relativa impotência da vontade.
A vontade não pode tudo, tem sempre algo em nós que não sabemos controlar, que não nos obedece , como se fosse autônoma.

"Eu não mando em meu coração".
Quanto mais tento controlá-lo, mais tensão eu crio.
Se desejar  buscar harmonia e equilíbrio tenho de me ajustar a essas necessidades interiores que eu não determino.
Preciso soltar o controle, não para ficar no controle dos outros, mas para acolher esta parte de mim e para transformar-me um canal de expressão.
Então o melhor...Se está passando por um momento de reajuste, forçar as coisas só te distancia do seu equilíbrio.
De tanto forçar  a ser "o que os outros querem",  "o que devo ser", "o que acho que sou", "o que imagino que posso vir a ser".

Preste atenção na voz do coração, dá-lhe um canal de expressão, procura o equilíbrio no pulsar interno.




sábado, 25 de agosto de 2012

Homem Maduro - Utopia????

Hoje acordei  louca para tagarelar no meu blog.
Talvez fui inspirada a transformar em sopa de letrinhas  a conversa agradável com uma amiga em um bar da cidade na madrugada da sexta-feira. 
E aí veio a vontade de discorrer sobre um assunto que a própria ciência explica: Sexo masculino e imaturidade.

 A ciência comprova e os consultórios Terapêuticos lotam de mulheres que não  conseguem entender o comportamento dos homens que estão  do seu lado. Enquanto eles... Os próprios, estão bem longe da pretensão de entender  e equilibrar suas emoções.






A mulher amadurece mais cedo, certamente pela laboratório hormonal que  carrega no seu corpo. 
Esse processo inicia-se na primeira menstruação. Mas a puberdade do homem que também leva a  produção de hormônios, mudanças anatômicas dos órgãos sexuais...Parece apenas fornecer uma "maturação" unicamente das células sexuais masculinas.
É tão comum encontrarmos um homem de 25 que não se deu conta que saiu da puberdade e se ele fizer 30 então e continuar agindo como tal, dificilmente o quadro tem reversão...Aí podemos esperar o  menino de 40,50,60...





Todo homem é possuidor de um lado feminino, de acordo com Jung. Mas com certeza o medo desse lado existe em função da recusa dos traços emotivos de sua personalidade. Importante lembrarmos que o que é reprimido não é anulado. Acumulado? Como poderá retornar ao consciente? Assumirá quais formas?

Ahhhh! O mundo externo masculino : Homem forte, firme, realizado.
Quando na verdade existe mesmo uma criança delicada, que tem medo de si, medo dos outros, da responsabilidade, de assumir seus sentimentos, lançar-se em uma vida plena, de paixão e ternura.

Tudo bem, vamos agora incluir os "males da vida moderna"...Sim, não ensinaram o menino a ser homem.
"Machões" tem muitos , isso sim! Homens superficiais que preferem relacionar-se com o magnífico mundo  financeiro, empreendedor....a demonstrar sensibilidade.
A maioria esmagadora dos homens é incapaz de colocar-se individualmente na alma do outro.

Sim, nossas orações caras mulheres: " Que os homens se lancem num caminho de maturação e resgate de sua masculinidade...Amém".







A maioria das mulheres acham ser difícil encontrar maturidade em seus parceiros....Não fiquem achando lindas!!!! Tenham certeza!!!!

Já ouvi muitas vezes a frase : "O mundo é bi !"...Não vejo apenas pela questão da bissexualidade e sim do binômio imperfeito no inconsciente anima e animus, os dois em constante tensão, se opondo.
Anima com sua imagem coletiva da mulher presente no inconsciente do homem... Animus a imagem masculina presente no inconsciente da mulher.

O menino que cresce reprimindo seu anima, possivelmente terá problemas de relacionamento com os outros, principalmente mulheres. É perceptível a falta de intimidade  presente no relacionamento de homens que sufoca sua anima.





Qual seria então o homem perfeito??? Não existe claro!!! Mas há quem julgue  que seria aquele  que se dedica ao trabalho, se esforça para ser um empresário famoso  no mundo empresarial. Nunca perde, nunca ganha em seu mundo de negócios. Máquina ambulante de produção...E muitas vezes onde está sua inteligência emocional?

Essa busca, essa fuga...Reprime ainda mais seu lado sentimental. Porque as pessoas gostam de tornarem-se tão vazias de sentimentos, tão superficiais?

E o casamento? Sim aí aumenta a polêmica...Relacionamento sério...Exige avanços  e recuos que resultam amadurecimento. Amadurecer como decorrência de duas possibilidades: A primeira - Escolheu a pessoa certa?
A segunda: Casou-se com um erro?
Se ilude quem pensa também que morar sozinho é amadurecer...Solidão apenas piora os homens imaturos, sozinhos, preguiçosos, desorganizados e achando que tudo se vende  em porções  a serem levadas ao microondas.






E aí as mulheres começam a considerar a idade como sendo indicador de maturidade, mas se ele não  tem pode completar 70 e ser um meninão...

E por favor não confundam "meninão" com ter criança interior  bem trabalhada. Isso é diferente!!!

Então pergunto-me se o adiamento da maturidade masculina é da natureza mesmo...do macho em espécie.
Que enquanto as mulheres "hibernam" em seus conceitos de maturidade...Eles saem por aí  em paz com a consciência, porque só  sentimos o peso dela quando cometemos erros...E a ausência de maturidade nesse caso não é nenhum erro...ausência é ausência e ponto final.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Temperança - Adicione seu tempero e sinta o fluido da vida

Com o passar do tempo quando adquirimos experiências e  maturidade vamos percebendo que de nada adianta " forçar as situações", muito menos forçar a nós mesmos.

Os melhores resultados sempre chegarão quando  fazemos o que oferece-nos prazer , que sai de dentro. Isso não exige esforço à não ser de permanecermos atentos a voz do coração e da intuição enão deixar que sejamos enganados por outras vozes para desviar-nos do nosso caminho, porque  por muitas vezes observamos que estamos seguindo a meta desejada  e surgem eventos que  tira-nos a atenção do foco e paramos ao meio do caminho, e até surge a desistência por medos ou inseguranças que surgem ao percorrer o trajeto do desconhecido e do incerto.




Muitas vezes nosso ego fantasia-se  de profissional equilibrado e capaz e ficamos dominados pelo perfeccionismo exagerado, identificamo-nos tanto com o que fazemos a ponto de nossa  estima, humor e felicidade ficarem sempre em função de nossas atividades profissionais e resultados. Se os resultados não forem bons, não atenderem nossas expectativas, a frustração chega e toma conta, fechamo-nos para  os outros campos da vida e para as pessoas.



Se sentimos que não estamos fluindo na vida pode estar faltando o "tempero" o toque da alma, da essência. Podemos estar envolvidos  em atividades que não gostamos e obcecados por objetivos ou missão de vida que  não temos identificação.
Perdemos nosso momento, nossa vida, vivendo em um esforço que  pensamos que só acabará quando as metas forem atingindas.

Se não conseguirmos atingir os objetivos tão perseguidos, pode ser  que não sejam os nossos objetivos verdadeiros, suficientemente profundos para dar sentido  para nossa vida, é o vazio que permanece...Buscamos   exaustos pelo complemento que nunca encontramos.

Quantas pessoas perdem-se e não conseguem conciliar sua realização profissional com sua familia, filhos e o lar, sentem-se divididos.
Cada coisa em seu momento, só temos desgaste  se pretendemos forçar o curso dos acontecimentos.

Nossa busca também deve ser  aprender a fluir reconhecendo a esistência do consciente e inconsciente permitindo que eles  dialoguem, relacionem-se; asim chegaremos à totalidade de nós mesmos e descobriremos que não somos nada em absoluto. Mas  o nada em absoluto   é a possibilidade de descobrir-nos  a possibilidade de sermos tudo, quando o inconsciente atrai  o que realmente precisamos para aprender e crescer. Então surge a "entrega".
Procuremos estar arrodeados de atividades que  tenham mais a ver  conosco, com nossos potenciais.
Atividades que surgem das nossas mãos vindas do coração e fluem naturalmente, com prazer.



Acho muito interessante a mensagem  onde Osho  fala-nos do trabalho como meditação, quando existe a entrega em essência :

" Arte é meditação; qualquer atividade torna-se  meditação se você perde-se nela. você tem que estar  totalmente, arrebatadamente, nela. Completamente perdido, sem saber onde vai, sem saber o que está fazendo, sem saber quem você é. Esse estado de não saber é meditativo, deixe-o acontecer. A tarefa não deve ser realizada, apenas deve permitir que aconteça. Eu não quero dizer que precisa ser preguiçoso, inativo, pois assim nada aconteceria. A atividade precisa tomar conta de você e para isso você tem que estar disposto para a ação , acordado. Estar sempre ativo sem ser um agente."




À princípio pode parecer estranho, contraditório...Mas é a definição da entrega, evitarmos a hiperpreocupação em seguirmos todas as regras programadas e a ânsia pelos resultados. É a necessidade de desenvolvermos nossas polaridades, personalidades. Sem pressa, fluindo com prazer, amor, sensação de realização. Prestar atenção nas atividades que sempre  sentimos atração mas que até agora não ousamos levar  para frente. Assim nosso trabalho  será nossa ferrramenta para ajudar-nos a centrar-nos e equilibrar-nos e a cada dia acharemos  nosso sentido da vida.
Não existirão as tensões, os conflitos internos e simplesmente, naturalmente tudo acontece.
A beleza e o prazer manifestam-se.
Trabalhando no que identificamos, no que queremos e como queremos, somos dedicados e eficientes, fluidos e soltos.
Os frutos colhidos do trabalho estarão impregnados da fragrância  e da beleza da nossa essência.

domingo, 8 de julho de 2012

TDAH e o uso indiscriminado de drogas para domar as crianças levadas

Você sabe o que é TDAH?

TDAH é a sigla usada para  Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade ou  também DDAH - Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Considerada uma síndrome, biologicamente explicada por uma disfunção no córtex pré frontal, provocando uma deficiência do neurotrasmissor dopamina é basicamente uma disfunção  herdada geneticamente o que tem demonstrado resultados de pesquisas realizadas com  tomografia computadorizada com emissão de fóton único.


Os sintomas surgem na infância como pequeno âmbito de atenção, distração, desorganização, problemas de controle de impulso(isso faz com que as crianças se metam em circunstâncias constrangedoras com seus pais, professores, colegas).  Dificuldade de aprender com os erros do passado, adiamento  ou protelação. Problemas com a estima. Baixa tolerância à frustração.
Pesquisas demonstram que quanto mais essas pessoas tentam concentrar-se, pior é para elas, a atividade do córtex pré frontal desliga-se ao invés de ligar-se. Então quando o pai ou professor da criança impõe pressão para que ela melhore seu desempenho ela torna-se menos eficiente.
Elas possuem âmbito de atenção pequeno por isso manter a concentração em  esforços entre períodos prolongados, rotineiros e cotidianos, precisam  de estímulo, excitação para estimular o córtex cerebral.



O problema maior para nossa sociedade despreparada para enfrentar e amenizar os sintomas dessas crianças com a síndrome, aumenta ainda mais quando  a mesma perdura até a fase adulta. Conviver com as crianças e adolescentes é complicado imagina  o adulto portador que atrapalha a sua vida e a vida de quem está ao seu lado.Os sintomas continuam os mesmos mas a cobrança aumenta, isso ocorre principalmente se o transtorno não for detectado precocemente.
Em pesquisas realizadas  e apresentadas no último congresso da Associação  Americana de Psiquiatria, utilizaram amostra de  1.001 adultos portadores da síndrome, quantificou as  implicações na fase adulta e concluíram que os hiperativos possuem dificuldades em manterem relacionamentos sérios, problemas de autoestima, o que aumenta em três vezes os riscos de estresse, depressão e outros problemas emocionais.
Em relatos de muitos casais, onde um dos dois é portador da síndrome, descrevem que no começo, o parceiro com TDAH  conseguia prestar atenção no parceiro por horas, o estímulo de um novo amor conseguia fazê-lo concentrar. Mas quando a "excitação do novo" começava a diminuir ( como acontece em todos os relacionamentos) o portador tem dificuldades maiores  em prestar atenção e ouvir. Os relacionamentos requerem" tato", um impulsivo não pensa antes de agir, podem estragar uma noite agradável, um final de semana, um casamento. Eles rompem o relacionamento várias vezes e depois voltam pedindo perdão. Amar uma pessoa com TDAH  exige uma grande habilidade na arte de amar , pois o portador se alimenta da tríade : Desatenção, hiperatividade e impulsividade. Em todos os casos sobra emoção e falta razão.
A sexualidade é instável , pois é marcada por períodos de grande desejo sexual alternados por fases de total fase de desejo.
Outro alerta importante é que os portadores possuem maior probabilidade de envolvimento com drogas e tendência ao suicídio, em função do desespero que encontra ao se deparar com os problemas e dificuldades da vida; sente-se incapaz e somente vai raciocinar depois do momento difícil.
Cérebro agitado à noite, não consegue desligar-se. Possui uma inaptidão da questão de manter-se em amizades duradouras, parece que o redemoinho de atividades e pensamentos que o seguem desde a infância  o impedem de interpretar "essas deixas"  tão necessárias para a relação humana.
Nos EUA, os adultos não possuidores da  síndrome possuem cerca de 3,4 empregos em 10 anos. Entre os portadores esse número sobe para 5,4.



No meu artigo " Florais de Bach como tratamento complementar no tratamento dos sintomas de DDAH" apresentado no Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais  e Práticas contemplativas
da UNIFESP (junho-2012)  nasceu   após pesquisas que realizei e fiquei surpresa com a escassez de artigos publicados, principalmente brasileiros, direcionados  para crianças portadoras da síndrome. Diante do número alarmante de consumo de Ritalina, que está aumentando em nosso país,citei como exemplo São Paulo, com dados extraídos do Ministério da Saúde  mostrando que nos primeiros meses de  2011 o estado comprou a comprou a quantidade de Ritalina igual a todo ano de 2010.
O estado do Rio de Janeiro  já demonstra sua preocupação diante dos resultados alarmantes  do uso sem critério ou de forma discriminada da droga  para "domar as crianças levadas", com sérios efeitos colaterais podendo causar até convulsões. Em quatro anos o consumo cresceu 70,44% no país. Entre abril e maio de 2011 a indústria farmacêutica faturou 101,7 milhões.


Então qual o melhor remédio?
TDAH não possui cura. O que deve ser feito após o diagnóstico diferencial que geralmente é feito a partir dos seis anos na infância e buscar alternativas que amenizem os sintomas. Resultados positivos encontrados em pesquisas  apresentados em eventos científicos  recentes demonstram a eficácia de práticas como mindfulness ou  Meditação (Técnicas de atenção plena ) e Yoga. Outras pesquisas também publicadas demonstram  a adoção de  práticas naturais como Florais de Bach, que não curam a doença e sim  as emoções em conflito, como  falta da estima, impaciência , impulsividade , falta de concentração e foco, ansiedade . Assim torna-se melhor alcançar sucesso no tratamento das patologias utilizando-se a medicina tradicional.
Outra alternativa também que oferece bons resultados é a massagem terapêutica.




A família e a escola também são fatores determinantes.
Os pais devem substituir os castigos, gritos,palmadas pelo amor e apoio, buscando novas alternativas.
As escolas devem rever o acompanhamento que está sendo oferecido para esses alunos com o transtorno, fortalecendo os laços entre equipe pedagógica, psicológica e acrescentando em suas atividades curriculares as práticas  de terapias  complementares recomendadas para os sintomas.




Livro que recomendo :




Postagem relacionada : 


"Uma das principais doenças que as indústrias querem que você desenvolva em 2012" (Postada por Hellen Marques em maio/2012)

" Enfermidade é resultado não só dos nossos atos mas também  de nossos pensamentos". (Gandhi)

"Cuidemos das nossas crianças o quanto antes para que elas não carreguem seus transtornos já agravados para seus campos emocionais e profissionais  e se percam nos caminhos da vida adulta". (Hellen Marques)





FLORAIS DE BACH COMO TERAPIA COMPLEMENTAR NO TRATAMENTO DOS SINTOMAS DE DDAH
MARQUES, HK
Bióloga especialista em Saúde pela Universidade Estadual de Montes Claros (UNIMONTES), Montes Claros, Brasil
Terapêuta Naturalista
hellenmarquesterapias@yahoo.com.br


domingo, 6 de maio de 2012

Uma das potenciais doenças que a indústrias querem que você desenvolva em 2012


Como a indústria farmacêutica conseguiu que um terço da população dos Estados Unidos tome antidepressivos, estatinas, e estimulantes? Vendendo doenças como depressão, colesterol alto e refluxo gastrointestinal. Marketing impulsionado pela oferta, também conhecido como “existe um medicamento – precisa-se de uma doença e de pacientes”. Não apenas povoa a sociedade de hipocondríacos viciados em remédios, mas desvia os laboratórios do que deveria ser seu pepel essencial: desenvolver remédios reais para problemas médicos reais.
A reportagem é de
 Martha Rosenberg, publicada por AlterNet e reproduzida pelo site Mercado Ético, 19-12-2011.
Claro que nem todas as doenças são boas para tanto. Para que uma enfermidade torne-se campeã de vendas, ela deve:
 (1) existir de verdade, mas ser constatada num diagnóstico que tem margem de manobra, não dependendo de um exame preciso; (2)ser potencialmente séria, com “sintomas silenciosos” que “só pioram” se a doença não for tratada; (3) ser “pouco reconhecida”, “pouco relatada” e com “barreiras” ao tratamento; (4) explicar problemas de saúde que o paciente teve anteriormente; (5)precisar de uma nova droga cara que não possui equivalente genérico.
Aqui está uma das potenciais doenças da moda, que a indústria farmacêutica gostaria que você desenvolvesse em 2012:




Déficit de atenção com hiperatividade em adultos

Problemas cotidianos rotulados como “depressão” impulsionaram os laboratórios nas últimas duas décadas. Você não estava triste, bravo, com medo, confuso, de luto ou até mesmo sentindo-se explorado. Você estava deprimido, e existe uma pílula para isso. Mas a depressão chegou a um ápice, como a dieta
 Atkins e Macarena. Com sorte, existe o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (DDAH) em adultos. Ele dobrou em mulheres de 45 a 65 anos e triplicou em homens e mulheres com 20 a 44 anos, de acordo com o Wall Street Journal.
Assim como a depressão, a DDAH em adultos é uma categoria que pode englobar tudo. “É DDAH ou menopausa?” pergunta um artigo na
 Additude, uma revista voltada exclusivamente à doença DDAH. “DDA e Alzheimer: essas doenças estão relacionadas?” pergunta outro artigo da mesma revista.
“Estou deprimida, pode ser DDAH?” diz um anúncio na
 Psychiatric News, mostrando uma mulher bonita, mas triste. Na mesma publicação, outro anúncio diz “promessas quebradas – adultos com DDAH têm quase duas vezes mais chances de se divorciar”, enquanto estimula médicos a checar a presença de DDAH pacientes para DDAH em seus pacientes.
Adultos com DDAH são normalmente “menos responsáveis, confiáveis, engenhosos, focados, autoconfiantes, e eles encontram dificuldades para definir, estabelecer e propor objetivos pessoais significativos”, diz um artigo escrito pelo dr.
 Joseph Biederman, psiquiatra infantil de Harvard, que leva os créditos por colocar “disfunção bipolar pediátrica” no mapa. Eles “mostram tendências de ser mais fechados, intolerantes, críticos, inúteis, e oportunistas” e “tendem a não considerar direitos e sentimentos de outras pessoas”, diz o artigo, numa frase que poderia ser usada por muitas pessoas para definir seus cunhados.
Adultos com DDAH terão dificuldade em se manter em um emprego e pioram se não forem tratados, diz
 WebMD, apontando para o seguindo requisito para as doenças campeãs de venda – sintomas que se agravam sem medicação. “Adultos com DDAH podem ter dificuldade em seguir orientações, lembrar informações, concentrar-se, organizar tarefas ou completar o trabalho no prazo”, de acordo com o site, cujo parceiro original era Eli Lilly.
Como as empresas farmacêuticas conseguiram fazer com que cinco milhões de crianças, e agora talvez seus pais, tomem remédios para DDAH? Anúncios em telas de 9 metros por 7, quatro vezes por hora na
 Times Square não vão fazer mal. Perguntam: “Não consegue manter o foco? Não consegue ficar parado? Seu filho pode ter DDAH?” (Aposto que ninguém teve problemas em se focar neles!).
Porém, convencer adultos que eles não estão dormindo pouco, nem entediados, mas têm DDAH é apenas metade da batalha. As transnacionais farmacêuticas também têm que convencer crianças que cresceram com o diagnóstico de DDAH a não pararem de tomar a medicação, diz
 Mike Cola, da Shire (empresa que produz os medicamentos para DDAH: Intuniv, Addreall XR, Vyvanse e Daytrana). “Nós sabemos que perdemos um número significativo de pacientes com mais ou menos vinte anos, pois saem do sistema por não irem mais ao pediatra”.
Um anúncio da
 Shire na Northwestern University diz “eu lembro de ser uma criança com DDAH. Na verdade, eu ainda tenho”, a frase está escrita em uma foto de Adam Levine, vocalista do Maroon 5. “É sua DDAH. Curta”, era a mensagem subliminar. (O objetivo seria: “continue doente”?).
Claro, pilhar crianças (ou qualquer um, na verdade) não é muito difícil. Por que outra razão traficantes de metanfetamina dizem que “a primeira dose é grátis”? Mas a indústria está tão empenhada em manter o mercado pediátrico de DDAH que criou cursos para médicos. Alguns exemplos: “Identificando, diagnosticando e controlando DDAH em estudantes”. Ou “DDAH na faculdade: procurar e receber cuidado durante a transição da infância para a idade adulta”.
Para assegurar-se de que ninguém pense que a DDAH é uma doença inventada, WebMD mostra ressonâncias magnéticas coloridas de cérebros de pessoas normais e de pacientes com DDAH (ao lado de um anúncio de Vyvanse). Mas é duvidoso se as duas imagens são realmente diferentes, diz o psiquiatra Dr.
 Phillip Sinaikin, autor de Psychiatryland. E mesmo que forem, isso não prova nada.
“O ponto central do problema é que simplesmente não existe um entendimento definitivo de como a atividade neural está relacionada à consciência subjetiva, a antiga relação não muito clara entre corpo e mente”,
 Sinaikin contou ao AlterNet. “Não avançamos muito além da frenologia, e esse artigo do WebMD é simplesmente o pior tipo de manipulação da indústria farmacêutica a fim de vender seus produtos extremamente caros. Nesse caso, um esforço desesperado da Shire para manter uma parte do mercado quando o Addreall tiver versão genérica”.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Se olhar além do espelho - mensagem que engrandeceu o meu dia

Tudo na vida nos leva ao aprendizado e experiências fantásticas que se encaixam perfeitamente naquele dia, naquela hora como peças de um quebra cabeça que surgem para alimentar sua alma e também compartilhar com outras almas.

De uma frase  que postei hoje no Facebook do meu celular  quando caminhava na esteira da academia do prédio , surgiu uma imensidão de conhecimentos que  que gostaria de compartilhar.

A frase foi a seguinte : "Se você  não consegue se olhar alem do espelho não  consegue entender de onde veio e quem tu és..."




Mais tarde me lembrei de um livro que li  da Louise Hay, onde ela  explicava sobre a difícil tarefa de AMAR O EU, que esse remédio milagroso realiza  milagres  em nós mesmos. E ela fazia em suas terapias com seus pacientes o  EXERCÍCIO DO ESPELHO, onde pedia para cada um pegar um espelho pequeno, olhar bem nos olhos, dizer seu nome e depois : "Eu o amo e o aceito exatamente como você é".


Esse exercício é estremamente difícil para muitas pessoas, é raro obter uma reação tranquila ou alegria nessa prática. Alguns choram ou ficam com os olhos marejados, outros enfurecem, outros afirmam que não conseguem. Um homem chegou a  atirar o espelho  para longe e querer fugir.



Horas depois de ter me lembrado sobre a passagem do livro, conversei com minha mãe ao telefone, onde ela falava que  o médico havia lhe dito novamente sobre a necessidade do controle de sua pressão arterial e o esforço pra perder o peso em excesso. Então comentei com ela que na verdade, após vários anos com esses problema não seria necessário mais a advertência médica sobre, nem das suas filhas.
Ela  sabe que necessita, ela precisa se cuidar. E a resposta que ouvi " Ah...filha mas depois que me separei  e fiquei mais velha eu não tenho mais  tanta necessidade de perder peso!"...

Bem, depois disso...Respirei e pensei : Onde está o amor próprio?


À noite para complementar ainda mais todos os meus pensamentos sobre  a nossa capacidade de  encarar-nos além do espelho, ouvindo músicas do  Jorge Vercillo , me deparei com uma música linda de letra espetacular...E que por coinscidência falava da questão do olhar ao espelho e muito mais  que isso , achei um tema inédito  na MPB , uma música que faz parte de um CD transcedental que fala da doutrina Teosófica. Esta música está em um CD chamado  Blavastky.

Vercillo faz homenagem  a uma mulher ícone  da Teosofia, que é a base de todas as religiões, fraternidade universal , sabedoria divina, a grande renúncia do EU à serviço da humanidade. Fonte de várias culturas que requer abertura mental, espírito crítico e desafios à dogmas e burocracias de todo tipo, inclusive o religioso.
Seu estudo abre portas  do conhecimento para a verdade revolucionária : A alma como um todo universal.


Eis então a letra da música de Vercillo:

Como diria Blavatsky


 
Não sei olhar pra mim sem ser no espelho
Talvez porque não queira descobrir  de onde vim , quem sou.
Mas ao me deparar contigo eu lembro de um tempo...
De um  tempo em que os humanos não escravizavam os animais.
Do tempo em que entendíamos que somos seres imortais.
Do outro lado da galáxia, era você o meu mentor.
Brincando assim me preparava pro ouro e para dor  dessa missão que eu mesmo escolhi.
E antes de eu descer me avisou :
Você não vai saber porque está ali, você não vai saber lhe dar com seu poder, nem mesmo vai lembrar quem é  nem de onde vem.
Mas de hoje em algo em seu olhar eu me encontrei.
Você me faz lembrar que somos deuses, caídos na terceira dimensão, foi nossa escolha então.
E porque não dizer que temos tempo pra tudo ?
Segue o link da melodia também linda em piano...

http://youtu.be/IdZr3BZPz3M



quinta-feira, 12 de abril de 2012

As amarras nos impedem de assumir a natureza essencial









Existe uma amarra  que não elegemos. Talvez não percebemos.
Essa amarra pode ser sinônimo de medo, insegurança, comodismo.
Essa amarra pode ser contrária à nossa natureza.
E tem um preço, muito alto por sinal.
Pois quando vamos contra nossa natureza, causamos sofrimento a nós mesmos.
Uma relação doentia, nada saudável.



E quando essas amarras, não te permitem pensar? Expressar suas idéias, sua  criatividade? Onde fica a liberdade de expressão da sua alma que anseia profundamente por essa liberdade de sua natureza?




Você percebe então a presença de correntes cruéis e limitantes.

Não existe nenhuma situação obrigatória para nos manter presos às amarras invisíveis, elas não existem.
Da mesma forma que as obrigações foram assumidas elas podem ser abandonadas a qualquer momento se estivermos nadando contra a correnteza do nosso natural, da nossa paixão, da nossa missão e objetivo.


A obrigação que não podemos largar nunca,essa é a fundamental , aceitação de quem somos, do que queremos.

O ego é o mártir,que imagina que se sacrificando por pessoas, dedicando-se  ao papel de submisso (a) a pessoas , a um trabalho, renunciando seus desejos, opiniões, valores, consciência tranquila, paz, respeito...Você precisa renunciar a tudo isso pra ser aceito? Pra se sentir seguro?
Por de trás da  necessidade de ser  reconhecido, querido, está a grande necessidade da aceitação por nós mesmos, do que somos.


Quanto menos nos aceitamos, mais procuramos a aceitação alheia, e maior o preço que pagamos.
Não faça do mérito  e do sacrifício uma condecoração.
Procurar amor por meio do sofrimento? Reconhecimento profissional ou dinheiro?


O mártir está geralmente cansado, infeliz, deprimido.
Existe uma falta total de respeito por si mesmo, nos abusos de sacrifícios, uma severa punição e autoanulação.
Quando nos sentimos frustrados, o reconhecimento dele é o melhor que podemos fazer como passo para revisão das obrigações, das cobranças.


Quando paramos de lutar contra frustração e a reconhecemos como fio condutor para se chegar ao verdadeiro EU, verdadeiro propósito de vida, se preenchem os "vazios", deixamos ir a tristeza.
A frustração é uma maneira natural que  a natureza essencial de cada um tem de se comunicar, pedir socorro.








" A fonte de dor não provém de não ser o que pensamos ter que ser, mas de não querer ser o que realmente somos."




E não querer ser o que somos ou não poder ser é simplesmente não viver!