quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Minha primeira regressão - Viagem por 3 vidas


Sempre tive vontade de viajar no tempo e saber como foram minhas vivências anteriores. O que fazia, o que sentia, meus medos... etc. Não tive nenhum receio, pois como já buscava meu  auto-conhecimento e espiritualidade sentia-me impulsionada pela descoberta. Descoberta então muito positiva, pois acessei  3 vidas  bem diferentes, mas que tinham fatos semelhantes.

1º acesso- Eu me via sozinha em uma casa muito grande, antiga, de pedras brutas, ao mesmo tempo que parecia um castelo, transmitia um ar de simplicidade e dificuldades. A terapêuta me perguntava o que eu calçava, eu vizualizava meus pés com sapatilhas de pano, bem sujas e desgastadas. Sobre as vestimentas, era um vestido comprido, também velho, de cores tristes, cinzentas. Sobre os cabelos um lenço para se evitar a queda dos fios de cabelo. Eu aparentava aproximadamente uns 30 anos. Além das cores das vestimentas eu também me apresentava triste, pensativa, cansada, de vez em quando olhava da janela da casa, bem do alto, da cozinha, então via e ouvia crianças embaixo, brincando em um lindo bosque florido, corriam e gritavam.
Eu  desejava descer e passear um pouco, mas sentia-me preocupada com o excesso de trabalho  que me esperava na casa.
 A terapêuta então me questionava com voz suave, se  eu estava sozinha na casa. Eu olhava, procurava em minha mente e de repente visualizei  uma mesa, cheia de cestos de pães, uma  panela de barro com sopa e uma jarra de água. Ali sentado se alimentando estava um homem com vestimentas longas, de sandálias...Um padre.
A terapêuta então questionou sobre o meu relacionamento com esse homem. E eu  comecei então a sentir a respiração ofegante, e lágrimas desciam . eu expliquei que eu sempre me dediquei a ele, trabalhava pra ele há anos,  e tinha um sentimento especial que se misturava como amante, irmã, amiga.  Eu não poderia assumir nunca esse sentimento nem para ele nem para ninguém. Eu gostava de estar ali, apesar de estar me sentindo só, mas gostava de servir.
À noite quando acabava o meu serviço, o que mais gostava era  me refugiar em meu quarto e com a juda de uma lamparina ler a Bíblia até adormecer.
 Mas sentia que o padre me protegia, não sei se com filha, sentimento estranho, como se tivesse medo que eu encontrasse outro trabalho, me cansasse daquela vida e partisse o deixando para sempre.
A terapêuta me perguntou :" Quem partiu primeiro"? Então novamente tive uma crise de choro e disse "Ele, ficou doente e cuidei dele até  sua partida. Fiquei então sozinha naquela casa e sempre recebia crianças que subiam as escadas  para experimentar os meus pães".

2º acesso- Via montanhas, muitas árvores, girassóis, riachos e muitas ovelhas cinzas.Eu mais uma vez em forma de mulher, só que agora vestindo roupas compridas, com uma espécie de véu na cabeça, parecia um freira. Carregava uma cesta nas mãos alimentando as ovelhas.
A terapêuta perguntou  porque de eu estava ali, eu respondi que era  porque meus pais eram muito pobres e eu queria estar próxima da espiritualidade..Busquei um caminho que pudesse ajudar as pessoas  e ser feliz.  Logo surgiu um homem, um monge, muito alegre e entusiasmado. O sentimento que me vinha nessa visualização era de confiança e amizade.Esse acesso foi rápido, com emoções aguçadas pelo lindo lugar em que estava e nem um pouco dolorosa.

 3º acesso- Parecia uma vida mais recente, não tão distante. Eu também como mulher, casada com um homem de muitas posses, mas distante, muito preocupado com seus empreendimentos. Uma vida cheia de abundância material. Eu tabalhava algumas horas  do dia, com crianças, bem pequenas, não porque considerava o dinheiro, porque era pouco, mas amava o que fazia, de me sentir útil. Também era voluntária em um asilo do bairro e adorava tocar piano, minha terapia para os idosos, que  sorriam e dançavam animadamente como se tivessem ainda a energia dos adolescentes.
Aconteceu uma traição por minha parte, que não foi nada duradouro, momentânea e apenas uma aventura quase que adolescente por impulso, ou por me sentir um pouco de lado na vida do meu marido e uma incerteza muito grande sobre os seus reais sentimentos , mas ele era quem   eu amava verdadeiramente. Ele soube, mas entendeu e  me deu o seu perdão. Isso foi como se ele fosse renovado  e entendesse a necessidade de mudança, repensar em seus valores e suas atitudes diante de sua esposa.

A terapêuta perguntou: "Vocês tiveram filhos"? Eu mais uma vez  sentí as lágrimas  escorrendo desenfreadas no meu rosto, eu  respondí que não. Ficamos velhos e fomos para o mesmo asilo em que eu era voluntária.
Ela perguntou: Quem partiu primeiro ? Eu respondí ainda chorando : "eu".

Eu me sinto tão bem entre  montanhas, cachoeiras, árvores.É como se ali, eu  absorvesse e renovasse  minhas energias com mais facilidade. Minha sensação é melhor do que quando estou em praias. é como se eu tivesse voltada bem mais para dentro de mim, em reflexão.Isso esteve muito marcado nas características dos dois lugares  que visualizei em minhas vidas dos dois primeiros acessos.

Preciso trabalhar o meu medo da solidão, medo de não ter filhos ,ainda trago resquícios  dos tipos de vida que levava, alguns pensamentos  de  impossibilidades.. Trabalhar a confiança de que os padrões , os caminhos e as vidas se renovam e apresentam novos finais, muitas vezes chegamos à vida material já com uma missão de resgaste, se entregar a oportunidades que não conseguimos ou evitamos viver em outras vidas.















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